Angola è un país que sofreu 30 anos de guerra: primeiro para conquistar a independência de Portugal e depois pela guerra civil. Os anos dramáticos que se seguiram à proclamação da independêcia de Angola, o periódo de forte destruição económica e de lutas políticas, são experiências comuns a muitas naçoés africanas no final do processo de descolonização. A situação de Angola porém apresenta-se única por causa da guerra civil que se inflamou pouco depois da proclamação da independência e terminada em Abril de 2002. O MPLA (Movimento Popular para a Libertação de Angola) naquele momento tomou o poder, mas a resistência armada da UNITA (União Nacional para a Indipendênçia Total de Angola) opôs-se e dividiu o país em dois. A situação agravou-se pelo facto que os dois partidos em luta eram ambos radicalmente marxistas e mais ainda durante a guerra fria cada um aliou-se às grandes potências. O MPLA opoiou-se à URSS e Cuba e a UNITA à USA e África do Sul. De tudo isto nasceu uma série de desventuras: milhares e milhares de pessoas mutiladas; constrangidas a abandonar as suas aldeias e viver como refugiados em condiçoès desumanas; a alma de um povo "partida" numa situação sem esperança e sem significado…

 

As esperanças de paz foram aumentando no decorrer dos anos 80 até chegar ao máximo durante a visita de João Paulo II em 1992, pouco tempo antes das eleições, que se auspiciava teriam posto fim às hostilidades. Enquanto o Papa rezava diante do crucifixo (que era do nosso mosteiro) erguido junto ao altar preparado no grande largo perto do aeroporto, este caiu por terra quebrando-se o Cristo: quem viu nisto um mau presságio não estava errado. Seis meses mais tarde a UNITA que tinha perdido as eleiçois contestando a sua validade abriu um novo conflito armado mais feroz que os precedentes. Em Janeiro de 1993, por 55 dias seguidos a cidade do Huambo foi bombardeada, incendiada e praticamente destruida. Muitos morreram de fome ; um autêntico filme de horror dificilmente imaginàvel. A partir daquela data os ataques seguiram-se regularmente, a maior parte dos combates aconteceram no leste do país.
Se a guerra nasceu por motivos ideológicos, com o tempo esta degenerou na luta pelo poder, pelo controlo dos consideráveis recursos naturais de Angola: o petróleo na zona costeira e os diamantes no interior. Este estado de guerra foi mantido evidentemente pelos generais nacionais ricos e pelas sociedades estrangeiras; os recursos naturais são explorados mas tudo o resto, inclusive as armas, è importado. E porque em tal situação è dificil e mesmo impossível desenvolver qualquer tipo de comércio ou indústria, todo o benefìcio resta para os exportadores e importadores. A guerra para alguns è realmente um negócio muito rendíticio.

Nos últimos anos a UNITA não mais sustentada pelos Estados Unidos, enfraquece; o governo oferece a aministia aqueles que se arrendem e entregam as armas e consegue usar uma forma eficaz de dissuasão, constrangindo à fome para fage-los sair dos refúgios. Por este motivo algumas aldeias sob o controllo da UNITA são evacuadas cortando assim os alimentos aos combatentes. Esta estratégia teve sucesso mas, no intanto nada se faz para os milhares de refugiados cujà maior parte dipende da ajuda humanitaria estrangeira para sobreviver. Os países que enviam ajudas humanitàrias porém são os mesmos implicados no tráfico de importação e exportação a que acima nos referimos; um circulo vicioso sem fim...